Rock Brasil Review: Legião Urbana, finale

Em 1990, a Legião fez uma turnê de divulgação do álbum As Quatro Estações fazendo shows memoráveis no Jockey Clube do Rio de Janeiro e no estádio do Palestra Itália em São Paulo. Em 1991, saiu o álbum V,  mais melancólico por conta dos problemas de Renato com a dependência química. Nesse ano, o vocalista descobriu que era portador do vírus da AIDS. Em 1992, a banda completou 10 anos de existência com uma participação no Acústico MTV. Nesse ano, foi lançada a coletânea Música para Acampamentos. Em 1993, foi lançado O Descobrimento do Brasil e Renato começou a evitar a imprensa. Em 1994, lançou seu primeiro álbum solo,  The Stonewall Celebration Concert.

No dia 14 de janeiro de 1995, aconteceu o último show da banda no Reggae Night em São Paulo. Renato Russo tornou-se mais recluso e lançou seu segundo álbum solo Equilíbrio Distante só com músicas em italiano. Ele apresentou o projeto à EMI e a gravadora deu seu aval. Renato então viajou à Itália para as gravações do trabalho contando a produção de Carlos Trilha, que tocava teclados nas turnês e em sessões de estúdio da Legião. Destacam-se as faixas Strani Amore, La Solitudine e Lettera, todos covers da cantora italiana Laura Pausini. Renato gravou um videoclipe de Strani Amore, que contém suas derradeiras imagens em vida.

Em 1996, saiu o álbum A Tempestade ou O Livro dos Dias, o único que não conta com a produção de Mayrton Bahia. Dado Villa-Lobos e Legião Urbana assinaram a produção do disco. A proposta inicial era que fosse um álbum duplo nas novamente a EMI recusou. Foi o último da banda com Renato em vida e é cheio de letras depressivas, igual ao álbum V. A doença de Renato estava num estado mais avançado e ele buscou extravasar na música seu padecimento. Destacam-se Via Láctea (carro-chefe do disco), Leila, 1º de Julho (escrita por Renato especialmente para Cássia Eller, que a gravou primeiro), Soul Parsifal (uma inédita parceria de Renato com a cantora Marisa Monte) e O Livro dos Dias. Renato recusou-se a tirar fotos promocionais para o disco e tiveram que usar algumas de seu álbum solo Equilíbrio Distante. Estavam ausentes no disco as frases “Urbana Legio Omnia Vincit” (“A Legião Urbana a tudo vence”) e “Ouça no Volume Máximo”,  que estampou os discos anteriores da Legião. Ao invés disso, saiu uma frase atribuida a Oswald de Andrade, escritor modernista: 

“O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus”

Na manhã do dia 11 de outubro de 1996, o Rock Brasil e os fãs da Legião ficaram órfãos de seu porta-voz. Renato Russo sucumbiu a broncopneumonia e septicemia por causa das complicações da AIDS. 11 dias depois, Dado e Marcelo decretaram o fim da banda. O único filho de Renato, Giuliano Manfredini tornou-se responsável pelo espólio do pai. No ano seguinte, foram lançados dois álbuns póstumos: Uma Outra Estação (Legião) e O Último Solo (trabalho individual). O primeiro tem material que acabou não saindo na proposta de lançar um álbum duplo no ano anterior (com destaque para A Tempestade e Dado Viciado), que contou com a participações especiais dos baixistas Renato Rocha, o “Negrete”, ex-legionário e Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso). Já o segundo disco, contém gravações finalizadas que não figuraram nos dois álbuns solo anteriores de Renato.

Em 1998, saiu a segunda coletãnea da Legião, Mais do Mesmo e em 1999 foi lançado Acústico MTV Legião Urbana, em CD e VHS, com a apresentação da banda no programa, gravado em 1992. Em 2001, saiu o álbum ao vivo Como É que Se Diz Eu Te Amo (registro de um show da Legião no Metropolitan do Rio – hoje Citibank Hall – em 1994). Em 2004, foi lançado As Quatro Estações Ao Vivo (show antológico que fizeram no estádio Palestra Itália em Sampa em 1990). Em 2006, foi lançado o álbum ao vivo Renato Russo: Uma Celebração, lembrando o 10º aniversário da morte do Poeta da Legião, onde Marcelo e Dado contaram com vários músicos convidados como Titãs, Nasi (Ira!), Plebe Rude e Capital Inicial, entre outros. Em 2008, Renato Russo foi incluído na lista dos 100 Maiores Artistas da Música Brasileira da revista Rolling Stone Brasil, figurando do 25º lugar. Em 2009, foi lançado o álbum Legião Urbana e Paralamas Juntos, registro histórico de um especial em conjunto que a Legião e seus “padrinhos” fizeram para a Rede Globo em 1988. O destaque é o duo dos amigos Renato Russo e Herbert Vianna cantando Nada por Mim (composição do líder dos PdS). Nesse ano, surgiram rumores dando conta de um retorno da Legião, tudo desmentido pela família de Renato e seus irmãos legionários.

Neste ano de 2013, que marca o aniversário de 30 anos do antológico show que a legião fez no Circo Voador no Rio de Janeiro, o cinema brasileiro fez um tributo aos legionários com o lançamento de dois filmes. Somos tão Jovens, cinebiografia de Renato Russo que contou com a fantástica atuação de Thiago Mendonça vivendo o eterno Poeta da Legião, além de Nicolau Villa-Lobos, filho de Dado, fazendo o papel do pai. O outro filme é Faroeste Caboclo, baseado no grande clássico da Legião do álbum Que País é Este 1978-1987 e estrelado por Fabrício Boliveira e Ísis Valverde. Marcelo e Dado fizeram tributos ao colega em 2011 e 2012 e têm feito aparições nos shows da banda mineira Jota Quest e recentemente fizeram um MTV Ao Vivo tocando Legião, contando com o ator Wagner Moura nos vocais. O filho de Renato, Giuliano realizou um belo tributo, Renato Russo Sinfônico, com direito a imagem holográfica do pai.

Fontes:

Wikipedia

http://legiaourbana.com.br/biografia

Thiago Mendonça vive opapel de Renato Russo no filme Somos tão Jovens crédito: http://1.bp.blogspot.com/-HI1uzc3GsZQ/UZSzMlKfUyI/AAAAAAAAASM/Ua-ezf-v9gE/s1600/somos+ta%CC%83o+jovens.jpg

Thiago Mendonça vive opapel de Renato Russo no filme Somos tão Jovens
crédito: http://1.bp.blogspot.com/-HI1uzc3GsZQ/UZSzMlKfUyI/AAAAAAAAASM/Ua-ezf-v9gE/s1600/somos+ta%CC%83o+jovens.jpg

TRIBUTO LEGIÃO URBANA

O ator Wagner Moura se une a Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos para um tributo à Legião Urbana
crédito: http://www.estadao.com.br/fotos/IMG_8906_jbneto.jpg

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