Mersey Beat Review: The Searchers, parte 3

Em 1963, saíram  os dois primeiros álbum da banda, Meet the Searchers e Sugar and Spice, que fizeram muito sucesso, além de singles que também tiveram uma ótima repercussão. Em 1964, aproveitando a alta que as bandas do Mersey Beat estavam tendo na Inglaterra e na Invasão Britânica, lançaram uma série de singles capitaneados por seus clássicos Needles and Pins e Don’t throw Our Love Away, muito bem colocados nas paradas do Reino Unido, juntamente com os álbuns It’s Searchers e Hear Hear e This is Us (esses dois últimos, exclusivos para os EUA).

Em meio a tanto sucesso, a banda sofreu uma baixa considerável: Tony Jackson, baixista/vocalista principal que fez parte do line up fundador dos Searchers, deixou a banda e foi substituído por Frank Allen (nascido Francis Renaud McNeice em 14 de dezembro de 1943 em Hayes, Middlesex, Inglaterra), um amigo que conheceram em Hamburgo, Alemanha, quando ele fez parte da banda Cliff Bennett & The Rebel Rousers.

Em 1965, a banda gravou e lançou o álbum Sounds Like the Searchers, mantendo o formato que foi adotado desde o primeiro álbim com muitos covers e uma ou outra composição autoral. Destacam-se Everybody Come And Clap Your Hand (Jeff Barry, Ellie Greenwich), Bumble Bee (LaVern Baker, Leroy Fullylove), um hit de LaVern Baker; Magic Potion (da safra dos geniais Burt Bacharach e Hal David) e If I Could Find Someone (composição do batera Chris Curtis). O disco ficou em 8º na parada britânica.

Nesse ano, gravaram vários singles como Bumble Bee (não figurou nos charts britânicos, ficou em 21º nos EUA), Goodbye My Love (originalmente gravada por Jimmy Hughes), ficou em 4º no Reino Unido e em 52º nos EUA), He’s Got No Love (12º nos charts britânicos, 79º na parada norte americana), When I Get Home (não é o clássico dos Beatles, foi originalmente gravada por Bobby Darin), ficou em 35º no Reino Unido e Take Me For What I’m Worth (um hit de P. F. Sloan, compositor de Secret Agent Man, sucesso de Johnny Rivers), ficou em 20º na parada britânica e em 76º nos charts dos EUA. Essa última nomeou o segundo álbum dos Searchers no ano.

Em 1966, a banda sofreu outra baixa importante: o baterista Chris Curtis. Um dos motivos pelos quais ele saiu teria sido o fato de suas composições serem preteridas. Sendo ele o compositor oficial de músicas autorais da banda, queria ver mais músicas próprias nos discos dos Searchers. Outro motivo teria sido cansaço por causa de ínúmeros compromissos e turnês da banda, o que o levaram a usar drogas para manter o pique. A convite do amigo Klaus Voorman (também amigo dos Beatles), morou um tempo na Suécia para “encaretar”.

De volta à Inglaterra, gravou seu primeiro single solo, Aggravation, cujas sessões contaram com Jimmy Page (guitarra) e John Paul Jones (baixo), futuros membros do Led Zeppelin, mais Joe Moretti (guitarra), ex- Johnny Kidd & The Pirates, Vic Flick (guitarra), que tocou o riff do famoso James Bond Theme e o baterista Bobby Graham que quase fez parte dos Beatles quando Pete Best foi demitido, mas preferiu tocar com Joe Brown & The Bruvvers [ainda bem!]. Depois de um outro trabalho como produtor, Curtis teve a ideia de formar uma banda com o tecladista Jon Lord (ex-Artwoods) que foi chamada Roudabout. Para mais detalhes, leiam a primeira parte da biografia do Purple aqui.

Continua no próximo post

1965:  novo disco e nova formação crédito: http://poplife-shop.de/Bilder/611132.JPG

1965: novo disco e nova formação
crédito: http://poplife-shop.de/Bilder/611132.JPG

2 Comentários

Arquivado em Biografias, Deep Purple Family Tree, Música, Mersey Beat Review, Rock and Roll

2 Respostas para “Mersey Beat Review: The Searchers, parte 3

  1. Pingback: Mersey Beat Review: The Searchers, parte 2 | Musical Review

  2. Republicou isso em PAPO FIRME BLOGe comentado:

    Republicando a biografia dos Searchers em quatro partes

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