Rock Brasil Review: Titãs, parte 1

Para fechar a sensacional trinca de bandas expoentes do Rock Brasil (Paralamas aqui, Legião aqui), vamos falar sobre uma banda que em seus primórdios contava com nove músicos (hoje é um quarteto) e que foi a linha de frente da cena roqueira de São Paulo. Seu som é bastante eclético (do Pop ao Punk) e no ano passado chegou aos 30 anos e é reverenciada pela nova geração do século XXI. Com vocês Os Titãs!

Toda a Saga Titânica teve início quando alguns estudantes do Colégio Equipe resolveram formar uma confraria musical. cada um deles tinha um projeto musical: Os cantores Arnaldo Antunes (nascido Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho no dia 2 de setembro de 1962 em São Paulo, SP, Brasil) e Paulo Miklos (nascido Paulo Roberto de Sousa Miklos no dia 21 de janeiro de 1959 em São Paulo, SP, Brasil) faziam parte da banda Performática; o baixista Nando Reis (nascido José Fernando Gomes dos Reis no dia 12 de janeiro de 1963 em São Paulo, SP, Brasil) era percussionista da banda Sossega Leão; o cantor Branco Mello (nascido Joaquim Cláudio Correia Mello Junior no dia 16 de março de 1962 em São Paulo, SP, Brasil) e os guitarristas Marcelo Fromer (nascido no dia 3 de dezembro de 1961 em São Paulo, SP, Brasil) e Tony Bellotto (nascido Antonio Carlos Liberalli Bellotto no dia 27 de março de 1960) tinham formado o Trio Mamão e as Mamonetes; O cantor Sérgio Britto (nascido Sérgio Britto Álvares Afonso no dia 18 de setembro de 1959 no Rio de Janeiro, RJ, Brasil) era um velho conhecido de Marcelo Fromer e a dupla foi cantar no Chacrinha (foram buzinados pelo Velho Guerreiro ao tentarem cantar Eu Também Quero Beijar de Pepeu Gomes.

O ano era 1982 e essa “tchurma” ainda contou com o poeta e cantor Ciro Pessoa (nascido Ciro Pessoa Mendes Corrêa no dia 12 de junho de 1957 em São Paulo, SP, Brasil) e o batera Andre Jung (nascido André Jungmann Pinto no dia 12 de maio de 1961 em Recife, PE, Brasil). Este último tocava com Nando no Sossega Leão. Numa inusitada formação, o noneto – que tinha 6 vocalistas e alguns deles se alternavam nos instrumentos – ensaiava e entabulava suas apresentações. Estavam lá 9 homens e um destino: o estrelato. O nome escolhido para aquele batalhão de músicos foi o pomposo Titãs do Iê-Iê. No dia 28 de setembro de 1982, a trupe fez seu début no Sesc Pompéia. Aí foram 2 anos de apresentações no circuito alternativo de Sampa. A gravadora WEA se interessou na banda e então eles foram contratados.

Em 1984, passaram por algumas mudanças internas. Uma delas foi a saída do poeta Ciro Pessoa que não quis que a banda entrasse no mainstream. Outra foi a diminuição do nome da namda para apenas Titãs. Segundo reza  a lenda, em muitos lugares que se apresentavam, o nome original causava confusão com Iê-Iê-Iê (movimento musical que acabou fazendo surgir a Jovem Guarda no Brasil). Nesse mesmo ano, os Titãs gravaram, seu primeiro álbum, auto-intitulado, que contou com a produção de Pena Schmidt. contaram com alguns músicos de estúdio competentes: Alberto Marsicano (cítara), Eduardo Souto Neto (arranjos e regência de metais), George FreireProveta e Baldo (sax), Gil e Nono (trompetes), e Ivan (trombone).

No disco está o primeiríssimo hit da banda, Sonífera Ilha ((Branco Mello, Carlos Barmack, Ciro Pessoa, Marcelo Fromer, Tony Bellotto), que tomou de assalto as rádios do paós e vários programas de TV como Discoteca do Chacrinha e Raul Gil. Esse foi um dos singles extraídos do álbum. Outras músicas de destaque: o clássico titânico Marvin, versão em português de Nando e Sérgio Britto para Patches (General Norman Johnson, Ronald Dunbar), um sucesso da banda de Soul Chairmen of Board; Go Back (outro clássico da banda que Sérgio Britto escreveu baseado num poema de Torquato Neto, grande nome da contracultura brasileira e A Balada de John e Yoko, uma versão para o clássico dos Beatles The Ballad of John & Yoko (Lennon & McCartney). Apesar da boa divulgação, o disco foi fraco em vendas (50 mil cópias).

No final de 1984, houve outra mudança no line up da banda. Os Titãs andavam desocntentes com André Jung e após um showm decidiram chutá-lo da banda. Para o lugar do batera foi chamado Charles Gavin (nascido Charles de Souza Gavin no dia 9 de julho de 1960 em São Paulo, SP, Brasil), que havia atuado no Ira! e depois formou o RPM. Por coincidência (dessas muito comuns na história do Rock and Roll), Jung foi chamado pelo Ira! (ex-banda de Gavin) e fez parte da formação clássica dessa banda conterrânea dos Titãs.

Continua no próximo post

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Uma das primeirs fotos dos Titãs, ainda contando com Andre Jung e Ciro Pessoa na formação
Foto: Luiz Novaes/Folha Imagem

1 comentário

Arquivado em Música, MPB, Punk Rock, Rock and Roll, Rock Brasil Review

Uma resposta para “Rock Brasil Review: Titãs, parte 1

  1. Muito bom seu trabalho. Espero contar com sua visita também.
    Um abraço!

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