Grandes Nomes do Soul: The Trammps

Uma das bandas de Soul mais subestimadas da História e surgida no início dos anos 70, tendo se tornado um dos expoentes da onda Disco que tomou conta do mundo naquela década. Em homenagem ao seu fundador e frintman, Jimmy Ellis, falecido da semana retrasada, vamos falar hoje dos sensacionais The Trammps.

Em 1970, Jimmy Ellis uniu forças com músicos egressos da banda de Soul The Volcanos, Harold “Doc” Wade (guitarra, vocais), seu irmão Stanley Wade (baixo, vocais) e Earl Young (bateria) para serem a linha de frente de uma nova entidade musical, completada pelo vocalista Robert Upchurch. Em seguida, foram recrutados vários músicos, todos tarimbados em trabalhos com a Phyllis Sound de Gamble & Huff e a lendária Salsol Orchestra de Vince Montana, totalizando um grupo itinerante com 11 membros.

Em 1972 foi lançado seu single de estréia, Zing! Went the Strings of My Heart, cover de uma música de Judy Garland de 1939. A voz grave que Jimmy Ellis usou na música é sua característica principal, evocando grupos de Doo Wop dos anos 50 como The Dominoes, onde os baixos faziam a voz principal. Eles começaram a fazer fama no circuito de Soul e foram contratados pela gravadora Buddah Records. Outros músicos que fizeram parte da banda: Norman Harris (guitarra, vocais), Ronnie Baker (baixo), Barrington McDonald (guitarra), Gene Faith (vocalista original), Dennis Harris (guitarra), John Hart (órgão), Steve Kelly (vocais), Ron “Have Mercy” Kersey (teclados) e Michael Thomas (bateria).

Naquele mesmo ano, gravaram seu primeiro LP, The Legendary Zing Album, com o single que colocou a banda no mapa, além de músicas como Penguin at The Big Apple (versão instrumental usada como lado B de Zing!), Rubber Band, Hold Back the Night e um cover de 60 Minute Man (dos já citados The Dominoes). Três anos depois (1975), gravaram o álbum Trammps pela Golden Fleece (subsidiária da legendária gravadora Philadelphia Sound, com destaque para Stop and Think, Trusting Heart e um acachapante cover de Shout (Isley Brothers).

Em 1976, assinaram com a gravadora Atlantic, estreando com  o estrondoso sucesso do álbum Disco Inferno, onde sua faixa título se tornou um dos mais importantes hinos da Era Disco a partir da clássica trilha sonora do filme Os Embalos de Sábado à Noite (Saturday Night Fever). Body Contact Contract e Don’t Burn no Bridges são outras músicas de destaque do disco. Esse foi o mais emblemático trabalho dos Trammps, seu Opus Magnum. Fizeram turnês pela Europa, Ásia e América do Sul. No embalo do sucesso, veio o álbum Where the Happy People Go, que teve tanto sucesso quanto seu predecessor, com músicas como Disco Party, Soul Searchin’ Time e o cover de Ninety-Nine and a Half de Wilson Pickett.

No resto da década vieram álbuns como Trammps III (1977), com destaque para a maravilhosa balada Seasons for Girls, Livin’ the Life e People of the World, Rise; The Whole World’s Dancing (1979) com a faixa título, Teaser e Soul Bones e o derradeiro disco da banda Slippin’ Out (1980), com Loveland, Groove All Mighty e Looking for You.

A banda acabou em 1980 e eles esporadicamente faziam revivals. Robert Upchurch e  Stan Wade criaram seu próprio grupo de Trammps, com as bênçãos de seus ex-colegas. No decorrer do tempo, muitos dos membros originais se foram para sempre: Norman Harris (1947–1987), Ronnie Baker (1947–1990), Ron Kersey  (1945–2005), Barrington McDonald (1942 – 2007), John Hart (1941–2008) e Jimmy Ellis (1937–2012).

Fontes:

Wikipedia

Site oficial

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