ROCKABILLY SOLIDÁRIO

Gosta de Rock anos 50 ? Dançar no ritmo frenético do Rockabilly faz sua cabeça ?

Então, por que não aliar o que mais gosto de fazer e ainda ajudar a quem precisa ?

                Esta é a proposta da Boa Ação A Billy, que em sua 12ª Edição realiza duas festas regadas ao som do Rockabilly, onde é possível encontrar os amigos, conversar, ganhar brindes, dançar adoidado e o principal: praticar a cidadania.

A ideia partiu de Thaís Trindade (foto 1),  que costumava ir a bailes de Música Rockabilly para dançar e começou a pensar em uma maneira de aliar o gosto pela música e pela dança ao ato de ajudar os outros, ser solidário. Desde a primeira ação, que foi para ajudar a ONG Cão Leal, que cuida de animais, em março de 2014, a Associação já realizou mais de dez campanhas, que vão desde arrecadação de alimentos, agasalhos, conscientização  até doação de sangue. O tema desta mês, devido à proximidade do Dia das Crianças é arrecadação de brinquedos, cujo slogan é “Outubro Mês da Criança, Doe brinquedos, receba alegrias“. Quem traz brinquedos participa de um sorteio, mas claro, que o principal motivo de doar é colaborar com a causa. Atualmente, a Boa Ação A Billy conta com uma equipe organizadora fixa, mas sempre busca parceiros para que o projeto possa ajudar ainda mais a quem precisa.

No dia 19 de setembro, a festa foi na Melts Hamgueria (Foto 2), hoje terá outra no Rockerama Club, com a Banda The Trapos (Rock anos 50 e principalmente, 60, Nacional e internacional).

Serviço: Rockerama Club

Rua Rui Barbosa, 401-Bixiga/São Paulo/SP

Ingresso R$ 15,00 (R$ 10,00 para quem trouxer brinquedos)

Horário: 21h às 4h

http://www.rockeramaclub.com.br/

Thaís TrindadeThaís Trindade (Foto 1)

IMG_4004 (Foto 2: A Equipe da “Boa Ação)

IMG_3961 Foto 3: Banda The Trapo`s

IMG_3999Foto 4: Evento na Melts: lotado

Textos e Fotos: Andre e Mitch Mckenna  IMG_3947

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Blues Incorporated: os primórdios do Rock Britânico, parte 1

Os ingleses tornaram-se aficcionados do Jazz, estilo musical oriundo de sua ex-colônia, os EUA no início da década de XX, fazendo surgir uma geração de músicos que formaram inúmeros ensembles por todo o Reino Unido. De tanta paixão pelo Jazz, os britânicos se auto-proclamaram guardiões de seu legado. Surgiu assim um grupo conhecido como “os Puristas do Jazz Britânico, que combateram veemente o Blues Urbano e eletrificado dos EUA.

Uma das bandas de Jazz mais conhecidas do reino Unido era a Chris Barber Jazz Band, que contou com inúmeros músicos de primeira linha em suas fileiras, dentre os quais o guitarrista Alexis Korner (nascido Alexis Andrew Nicholas Koerner em 19 de abril de 1928 em Paris, França) e o cantor e gaitista Cyril Davies (nascido em 23/01/1932 em Denham, Buckinghamshire, Inglaterra), confessos apreciadores do Blues e do R&B dos EUA.

Execrados pelos puristas jazzísticos, em 1955, Korner e Davies decidiram atuar como dupla e criaram um clube exclusivo para os amantes do Blues em Londres, o qual batizaram The Barrelhouse Club. Também gravaram um disco juntos em 1957 e trouxeram diversos bluesmen do outro lado do Atlântico, totalmente desconhecidos do público britânico para antológicas apresentações em seu clube que durou até o fim da década de 50.

Em 1961, eles fundaram o Blues Incorporated, que inicialmente tinha a proposta informal de apenas animar as noites do Marquee Club, nova residência da banda. A Blues, Inc. teve em sua primeira formação o cantor Long John Baldry (nascido John William Baldry em 12 de janeiro de 1941 em East Haddon, Northamptonshire, Inglaterra), o baixista Jack Bruce (nascido John Symon Asher Bruce em 14 de maio de 1943 em Bishopbriggs, Lanarkshire, Escócia), o saxofonista Dick Heckstall-Smith (nascido Richard Malden Heckstall-Smith em 16 de setembro de 1934 em Ludlow, Shropshire, Inglaterra) e o baterista Charlie Watts (nascido Charles Robert Watts em 2 de junho de 1941 em Kingsbury, Londres, Inglaterra).

Além da formação propriamente dita, eles recebiam vários convidados em memoráveis Jam Sessions como os cantores Art Wood (que às vezes substituía Baldry como vocalista do Blues, Inc.), Eric Burdon e Mick Jagger, os guitarristas Eric Clapton, Keith Richards, Peter Green e Brian Jones, entre muitos outros. Uma das apresentações do Blues, Inc. chamou a atenção do produtor e promoter Jack Good que conseguiu para a banda a gravação do álbum R&B from the Marquee [ vamos fazer uma resenha num post futuro, OK?], e 1962, que não chegou a ser um sucesso comercial, mas vale pelo registro primitivo da banda.

A dupla Korner-Davies tornou-se conceituada na cena blueseira londrina e criou no Ealing Club um espaço para bandas emergentes chamado “The Rhythm and Blues Night”. Foi ali que surgiram bandas que foram o alicerce do Rock Britânico dos anos 60 como Rolling Stones, Metropolis Blues Quartet (depois The Yardbirds) e Bluebreakers de John Mayall, entre outros nomes. Em 1963, o batera Watts saiu e juntou-se à formação clássica dos Rolling Stones. Indicou o competente Ginger Baker (nascido Peter Edward Baker em 19 de agosto de 1939 em Lewisham, South London, Inglaterra) para o seu lugar.

Conclui no próximo post

Cyril Davies e Alexis Korner, os pais do Rock Britânico (ao fundo, Charlie Watts, futuro batera dos Stones) crédito da foto: http://www.ealing-club.com/wp-content/uploads/cyril-alexis-charlie.jpg

Cyril Davies e Alexis Korner, os pais do Rock Britânico (ao fundo, Charlie Watts, futuro batera dos Stones)
crédito da foto: http://www.ealing-club.com/wp-content/uploads/cyril-alexis-charlie.jpg

Deixe um comentário

Arquivado em Rock Britânico

Musical Review, o retorno

Nos idos de 2010, eu estava no auge do pensamento acadêmico. Assisti a algumas palestras aí deu vontade de criar um espaço virtual para falar sobre aquilo que mais amo (abaixo de Deus e minha família): música. Primeiro, criei o Biografias Musicais e o Beatles Songs, que acabei deixando de escrever posts, à medida em que eu me envolvia na faculdade de Jornalismo.

Aí em 2011, comecei o Musical Review. Nesses dois anos e tra-la-lá, escrevi biografias, iniciei séries sobre a História do Rock e sobre os Beatles, postei umas piadas musicais e a vida foi seguindo nesse rítmo.

No final de 2013, a coisa começou a ficar pesada: trabalhos e mais trabalhos, TCC, a volta da minha banda e então comecei a deixar o Musical Review em segundo plano. Quando dei por mim, o blog tinha ficado em quinto entre as minhas prioridades.

Agora a poeira assentou e todo aquele stress chegou ao fim. Fiquei dois meses sem escrever e então pensei: começo um novo blog e descontinuo o MR? Dar um reboot seria interessante e desafiador, mas então eu dei uma vislumbrada nas coisas que escrevi aqui e decidi manter o trem andando. a partir do próximo post, vou voltar a execrer minha veia literária. Parafraseando o grande Nelson Gonçalves, Blogosfera aqui me tens de regresso.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

World Rock Review: Shocking Blue, finale

O Shocking Vlue foi formado ppelo guitarrista Robbie van Leeuwen em Haia, Holanda em 1967. Forma contratados pela Polydor e gravara seu primeiro álbum, auto intitulado. Em 1968, o vocalista oreiginal Fred De Wilde deixou a banda para servir ao exército e foi subsituído pela exótica Mariska Veres, que atuava no The Bumble Bees. Em 1969, gravaram o álbum At Home e o single Venus, que consagrou a banda na Holanda e em toda a Europa, convertendo-se num verdadeiro clássico da década de 60. em seguidam vieram os álbuns Scorpio’s Dance (1970) e Third Album (1971). O baixista original Klaasje van der Wal se demitiu e foi subsituído por Henk Smitskamp.

Em 1972, gravaram o álbum Inkpot, que teve como destaque as faixas Shadows, The Queen e os covers Tobacco Road (John P. Laudermilk) e Jambalaya (Hank WilliamsBrenda Lee). Nesse mesmo ano,  saiu seu primeiro álbum ao vivo, Live in Japan. Robbie van Leeuwen continuava descontente com a escassez de hits.

Em 1973,  saíram o álbum Attila e os singles Rock in the Sea/ Broken HeartEve and the Apple / When I was a Girl. A situação começou a ficar insustentável no âmbito interno e aí aconteceu o impensável: Robbie, o fundador e principal letrista da banda saiu do Shocking Blue, mas a banda decidiu seguir em frente, contratatndo o guitarrista Martin van Wijk. No ano seguinte, saiu o derradeiro álbum Good Times. Aí foi a vez da vocalista Mariska Veres deixar o barco para começar sua carreira solo. Sem uma liderança, o SB se desmanchou.

Robbie van Leeuwen formou a banda Galaxy-Lin e chegou a produzir um trabalho individual da ex-colega Mariska, que decolou em sua carreira sem o SB, lançando singles de sucesso na Holanda. Em 1979, após um lapso de 7 anos, os integrantes da formação clássica (Robbie, Mariska, Klaasje e Cor van der Beek) voltaram a se reunir para gravar o single inédito Louise, o que seria o primeiro passo para a volta triunfal do Shocking Blue. Só que o tal disco não foi lançado e o projeto foi cancelado.

Em 1984, 10 anos depois do último disco lançado, o Shocking Blue finalmente se reuniu para uma série de shows saudosistas, onde tinham no repertório dois clássicos do Jefferson Airplane, Somebofy to Love e White Rabbit. A criatura pagava tributo à criadora. Depois, voltaram a seus projetos individuais. Em 1993, Mariska trouxe o SB de volta á vida, mas sem nenhum outro membro originalm as com a permissão e as bênçãos do amigo Robbie para usar o nome da banda num disco chamado Body and Soul. Assim, a banda, rebatizada The Shocking Blue Jazz Quintet, participou de inúmeros eventos de revival dos anos 60 e 70, especialmente na Alemanha.

Apos anos de atuação frente ao revitalizado Shocking Blue, infelizmente a charmosa e talentosa Mariska Veres perdeu a batalha para o câncer e faleceu no dia 2 de dezembro de 2006. A voz maravilhosa e característica do SB calou-se definitivamente.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

World Rock Review: Shocking Blue

Inauguramos uma nova seção no nosso blog que fala sobre bandas e artistas de Rock que surgiram fora do eixo EUA-Grã Bretanha, mas que escreveram seu nome na história da música. Para começar, vamos falar de uma das mais badaladas bandas da segunda metade da década de 60 que foi formada na Holanda e teve um grande estouro com o hit Venus. Começa aqui a história do Shocking Blue.

Em 1967, quando a onda psicodélica tomou conta do mundo a partir do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles, em Haia, Holanda o guitarrista Robbie van Leeuwen (nascido no dia 29 de outubro de 1944 em Haia, Holanda), egresso do grupo The Motions resolveu formar uma nova banda, chamando para a empreitada o cantor Fred De Wilde, o baixista Klaasje van der Wal e o batera Cor van der Beek. O quarteto foi batizado Shocking Blue e começou a se apresentar em alguns lugares nos arredores de Haia. Chamaram a atenção da gravadora Polydor e gravaram seu primeiro álbum, auto intitulado, que tinha composições de autoria de Robbie como Love is in the AirLucy Brown is Back in Town (o hit do disco) e os covers That’s All Right Mama (Arthur Crudup), sucesso de Elvis Presley e Rockin’ Pneumonia And The Boogie Woogie Flu (Huey Piano Smith), um hit menor de Johnny Rivers.

Em 1968,  o empresário da banda foi a uma festa animada pela banda The Bumble Bees e ficou impressionado com a vocalista Mariska Veres (nascida no dia 1º de outubro de 1947 em Haia, Holanda). Isso veio bem a calhar pois o vocalista do SB, Fred De Wilde acabou deixando a banda para servir ao exército. Mariska aceitou o convite e se tornou a nova figura de frente.

No ano seguinte, acolhendo a influência do Jefferson Airplane, a partir da figura exótica de sua nova vocalista, a banda gravou seu segundo álbum At Home, que tinha o clássico da banda Love Buzz, que foi regravado pela banda Nirvana (a dos anos 60) e o cover Boll Weevil Song de Brook Benton. O álbum não teve muita visibilidade, mas um single lançado no mesmo ano, foi um verdadeiro estouro e se tornou um clássico absoluto do Rock and Roll: Venus. A banda alcançou o sucesso nacional e a música foi muito bem na Alemanha. Depois estourou na Inglaterra e o Shocking Blue virou sensação. Lançaram outro single bem sucedido, Mighty Joe/Wild Wind.

Em 1970, a banda lançou Scorpio’s Dance, mantendo o mesmo pique do annterior e se consolidando em primeiro lugar em seu páis de origem, com destaque para Scorpio’s Dance (First Movement) e o cover de Hank CochranSally Was a Good Old Girl. O sucesso mesmo foi o single Never Marry a Railroad Man, outro clássico da banda.

Em 1971, saiu o Third Album, com destaque para Shocking You e I Saw Your Face. Nessa época, o guitarrista Leo van de Ketterij chegou a integrar a banda mas saiu no ano seguinte. Apesar da boa visibilidade que a banda tinha, o líder van Leeuwen se queixava do descofnroto das viagens de trem para compromissos do SB e da falta de hits, com a banda se escorando em Venus, seu clássico de dois anos antes. O baixista Klaasje van der Wal foi o primeiro a pedir as contas e foi subsituído por Henk Smitskamp.

Conclui no próximo post

2 Comentários

Arquivado em Sem categoria

Rock Brasil Review: Titãs, finale

Em 2002, os Titãs tiveram mais uma baixa em seu line up. O baixista Nando Reis deixou a banda alegando ainda estar chocado com a morte do amigo e colega Marcelo Fromer no ano anterior. Há quem diga que Nando estava descontente com os rumos musicais tomados pela banda em 1993. Em 2003, reduzidos a um quinteto, os Titãs gravaram o álbum Como Estão Vocês?, que teve vendas inferiores ao disco anterior. Em 2005, saiu MTV ao Vivo: Titãs. Em 2008, foi lançado Paralamas e Titãs: Juntos e Ao Vivo, segundo show conjunto dos dois terços da Trinca de Ouro do Rock Brasil.

Em 2009, após um hiato de seis anos, os Titãs assinaram com a gravadora Arsenal Music e gravaram o álbum de inéditas Sacos Plásticos. Dessa feita, a produção ficou a cargo de Rick Bonadio, que tem no currículo trabalhos com os Mamonas Assassinas e Ira!, entre outros. A banda resolveu dispensar os músicos de apoio Emerson VillaniLee Marcucci (que atuavam como substitutos não-oficiais de Marcelo Fromer e Nando Reis) e assim, Paulo Miklos assumiu a guitarra rítmica e  Branco Mello passou a tocar o baixo, dividindo a tarefa com Sérgio Britto, que assumiu de vez os teclados. Destacam-se as músicas Antes de Você (Miklos), Porque Eu Sei que é Amor (Britto, Miklos) e A Estrada (Bellotto, Britto). O disco teve um desempenho fraco (60.000 cópias vendidas). Nesse mesmo ano, foi lançado o documentário  A Vida Até Parece uma Festa que conta toda a saga da banda desde seus primórdios. O filme foi muito elogiado pela crítica.

Em 2010, a banda teve outra baixa: o batera de longa data Charles Gavin decidiu sair dos Titãs alegando motivos pessoais. Segundo Tony Bellotto escreveu em nota oficial para a imprensa, Charles teria dito que “é difícil envelhecer numa banda de Rock”. A banda recrutou o baterista de estúdio Luiz Frabre e pôs o pé na estrada com a turnê Sacos Plásticos. No ano seguinte, voltaram a fazer uma dobradinha fenomenal com os Paralamas no Rock in Rio IV.

Em 2012, a banda comemorou em grande estilo os 30 anos de seu primeiro show. Começou com a turnê Cabeça Dinossauro 2012, onde tocaram na íntegra um dos mais consagrados discos da história da banda. Isso deu origem ao álbum ao vivo, homônimo, gravado num show ocorrido no lendário Circo Voador. Foi o primeiro produto da gravadora criada pela banda, Titãs-Diversão e Arte. No dia 6 de outubro, no Espaço das Américas, em Sampa, aconteceu o auge da comemoração, quando os Titãs ativos se reuniram aos ex-companheiros Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin, para euforia dos fãs mais fanáticos. Nesse ano também saiu o álbum Titãs e Xutos e Pontapés Ao Vivo no Rock in Rio, onde os titânicos tocaram junto com uma das mais lendárias bandas do Rock Português.

Os Titãs chegam a 2013 com uma energia invejável, sendo respeitados por novas gerações e até pelos mais veteranos roqueiros de plantão. Sua nova turnê Titãs Inéditos 2013 está a pleno vapor. desde que foi divulgado que a banda faria seis apresentações no Sesc Pompeia, os ingressos esgotaram em poucas horas.  Nada mal para nossos titânicos herois que prometem muitos e muitos anos de “Diversão e arte/Para qualquer parte/Diversão, balé/Como a vida quer” (trecho de Comida)

Fontes:

Wikipedia

http://titas.net/

Titãs em 2013: firmes como um quarteto crédito: http://www.portalsucesso.com.br/wp-content/uploads/2013/09/titas-2013.jpg

Titãs em 2013: firmes como um quarteto
crédito: http://www.portalsucesso.com.br/wp-content/uploads/2013/09/titas-2013.jpg

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Rock Brasil Review: Titãs, parte 5

Em 1995, após um ano de férias, os Titãs lançaram o álbum Domingo, que teve uma mudança na estética sonora da banda. Nos dois anos seguintes, a banda só fez shows e tocaram no Acústico MTV,  recheado de participações especiais, que foi um enorme sucesso de vendas na história da banda. Em 1998, gravaram Volume 2, uma especie de continuação do Acústico.  Em 1999, saiu o álbum de tributos As Dez Mais e em 2001,  durante as sessões de gravação do novo álbum, a banda sofre uma trágica baixa: o guitarrista e fundador Marcelo Fromer morreu vítima de um atropelamento. Em luto, a banda finalizou e lançou o álbum  A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana.

Em 2001, em meio à gravação do disco, a morte de Marcelo foi um grande baque na banda, que teve que repensar o que fazer após a perda de um dos principais compositores e músicos dos Titãs. Tony Bellotto, a princípio, pensou em tocar as duas guitarras no estúdio. Depois cogitaram que Branco e Miklos se revezassem no instrumento. A decisão final da bnda foi chamar o excelente Emerson Villani (Funk Como Le Gusta), que inclusive já havia substituído Marcelo em outras ocasiões.

No ano seguinte,  os Titãs tiveram outra baixa importante. O compositor e baixista Nando Reis, anunciou sua saída da banda, alegando estar ainda abalado com as mortes do amigo Marcelo Fromer e de sua amiga e protegida Cássia Eller. Porém,  sua saída dos Titãs tem raízes muito profundas resultantes do seu descontentamento com a estética assumida pela banda desde 1993, quando lançaram o álbum Titanomaquia.

Em 2003, reduzidos a um quinteto, os Titãs gravaram o álbum Como Estão Vocês, produzido pela banda junto com o amigo de sempre Liminha. A guitarra e o baixo ficaram a cargo dos músicos Emerson Villani e Lee Marcucci (famoso por ter integrado as bandas  Tutti Frutti e Rádio Taxi), que assumiram o posto durante as turnês dos Titãs. Destacam-se as faixas Enquanto Houver Sol (Britto), Eu Não Sou um Bom Lugar (Bellotto, Mello), Provas de Amor e Vou Duvidar (Britto). Vendeu 100.000 cópias e ganhou outro Disco de Ouro.

Em 2005, saiu MTV ao Vivo (Titãs), produzido por Jack Endino. No disco, vários clássicos titânicos como Flores, Lugar Nenhum e Epitáfio, além das inéditas  O Inferno São Os OutrosAnjo Exterminador e Vossa Excelência (composta em meio à crise política deflagrada pelo famigerado escândalo do mensalão), todas assinadas pelos Titãs. Mostrando que a parceria Titãs/MTV não é fraca, o disco teve 200.000 cópias vendidas.

Em 2008, reencontraram os velhos amigos dos Paralamas e resulveram fazer uma turnês conjunta, relembrando os velhos tempos. Um dos shows, ocorrido na Marina da Glória, Rio de Janeiro, resultou no álbum Paralamas e TitãsJuntos e Ao Vivo. Um dos atrativos do show é a interpretação dos clássicos titânicos e paralâmicos em misturas marcantes como Ska/Sonífera Ilha e Selvagem/Polícia e nas bandas tocando juntas, além de contar com as participações do guitarrista Andreas Kisser (Sepultura), Samuel Rosa (Skank) e o ex-Titã Arnaldo Antunes.

Conclui no próximo post

Titãs em 2005: cicno caras e o Rock and Roll Foto: Marcelo Barabani/AE

Titãs em 2005: cicno caras e o Rock and Roll
Foto: Marcelo Barabani/AE

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria